María Corina Machado anuncia retorno à Venezuela em poucas semanas para liderar transição democrática ordenada, sustentável e imparável, e buscar grande acordo nacional

María Corina Machado anuncia retorno à Venezuela em poucas semanas para liderar transição democrática ordenada, sustentável e imparável, e buscar grande acordo nacional

María Corina Machado anunciou que retornará à Venezuela “em poucas semanas“, com a missão de impulsionar uma transição democrática descrita por ela como “ordenada, sustentável e imparável“. A declaração foi feita em um vídeo publicado em suas redes sociais durante sua estada nos Estados Unidos.

Segundo a líder oposicionista, o objetivo central será construir um “grande acordo nacional” para restabelecer a governabilidade, preparar o terreno para uma nova vitória eleitoral e envolver amplamente a sociedade civil e os venezuelanos exilados.

Durante a estada nos Estados Unidos, ela se reuniu com diversos atores políticos, incluindo o presidente Donald Trump, o secretário de Estado e legisladores, para apresentar sua visão de uma Venezuela democrática e estável, conforme informação divulgada pela fonte.

Retorno planejado e metas da transição democrática

O retorno de María Corina Machado é apresentado por ela como um passo necessário para pavimentar eleições livres e justas, e para consolidar um processo de transição democrática que respeite a vontade popular. Ela enfatiza que somente com unidade política e ampla participação social será possível avançar.

A líder afirma que a volta atende também ao desejo de centenas de milhares de venezuelanos exilados, e que sua presença no país deve servir para articular forças políticas em torno do “grande acordo nacional” e garantir condições para uma nova e gigante vitória eleitoral.

Acusações contra o governo e justificativas para a volta

Em seu pronunciamento, María Corina Machado fez duras críticas ao atual governo, acusando seus integrantes de perseguições, torturas, desaparecimentos, assassinatos e expropriações ao longo de anos de administração autoritária. Essas denúncias são usadas por ela para justificar a necessidade urgente de uma transição democrática.

Viagem ao exterior, Nobel da Paz e encontros com líderes

Machado deixou a Venezuela em dezembro para viajar à Noruega, onde recebeu o Prêmio Nobel da Paz, e em seguida esteve nos Estados Unidos. Segundo a fonte, sua saída ocorreu em meio a ameaças de prisão no país, e durante a estada nos EUA ela se encontrou com autoridades e legisladores para expor seu plano de mudança política.

Contexto político e impacto da captura de Nicolás Maduro

O retorno planejado ocorre em meio a uma intensa mobilização política após a captura do então presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no início de janeiro, evento que alterou profundamente o cenário venezuelano e elevou expectativas entre setores da oposição por mudanças estruturais.

Machado promete que sua volta marcará o início de um processo estável de transição democrática, com foco em eleições livres, unidade política e na reposição do tema venezuelano no centro do debate internacional.

Publicar comentário