EUA orientam funcionários diplomáticos a deixar Israel, evacuação autorizada da embaixada em Jerusalém Ocidental por ‘riscos de segurança’ em meio a tensões com o Irã
Os Estados Unidos autorizaram a evacuação de funcionários diplomáticos não essenciais da embaixada em Jerusalém Ocidental, citando preocupações com a segurança no país.
A decisão ocorre em um momento de forte tensão entre os EUA e o Irã, com negociações nucleares em curso e risco de um confronto militar direto.
Em comunicado, o Departamento de Estado dos EUA apontou medidas de precaução e recomendou vigilância aos cidadãos, conforme informação divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA.
O que diz o comunicado e o alcance da orientação
O Departamento de Estado declarou, em 27 de fevereiro de 2026, que “Em 27 de fevereiro de 2026, o Departamento de Estado autorizou a saída de funcionários não essenciais do governo dos EUA e de seus familiares da Missão dos EUA em Israel devido a riscos de segurança”, texto que confirma a autorização formal para a saída de parte do quadro diplomático.
O mesmo comunicado alerta que “A situação de segurança em Israel, incluindo Tel Aviv e Jerusalém, é imprevisível, e os cidadãos dos EUA são lembrados de permanecer vigilantes e tomar medidas apropriadas para aumentar sua consciência de segurança, pois incidentes, incluindo disparos de morteiros e foguetes, incursões de drones e mísseis, podem ocorrer sem aviso prévio”.
Contexto das negociações com o Irã e a escalada militar
As orientações ocorrem enquanto os EUA e o Irã negociam limites ao programa nuclear iraniano, com uma rodada de conversas realizada em Genebra na quinta-feira, 26 de fevereiro.
Fontes citam que houve sinais de avanço, mas também de decepção por parte dos negociadores norte-americanos em relação às propostas iranianas, e o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, pediu que os EUA evitem “exigências excessivas”.
Ao mesmo tempo, há movimentação militar americana próxima ao Irã e avisos de que um ataque contra o Irã poderia provocar retaliações contra bases na região, e possivelmente contra Israel.
Riscos locais e recomendações para cidadãos
Além da autorização para funcionários, o Departamento de Estado dos EUA alertou seus cidadãos a não viajarem para a região norte de Israel próxima às fronteiras com o Líbano e a Síria, por risco de confrontos e ataques transfronteiriços.
O Exército israelense realizou bombardeios contra o Hezbollah no Líbano, o que eleva o risco de retaliação, e as autoridades americanas afirmam que incidentes podem ocorrer sem aviso, por isso é recomendada vigilância constante.
O que esperar nas próximas horas
Com a escalada verbal e a presença militar ampliada, a orientação de que “EUA orientam funcionários diplomáticos a deixar Israel” pode ser revista conforme a evolução dos fatos e das negociações.
Moradores e viajantes devem acompanhar avisos oficiais, reforçar medidas de segurança pessoais e seguir as recomendações das autoridades locais e consulares enquanto as negociações com o Irã e os movimentos militares evoluem.

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